Pero Passos, passarão,
ergue a crista no poleiro,
um tudo-nada capão
no papel de timoneiro,
com o rolo compressor
e de bico recurvado,
impassível despudor
d'obsceno arrazoado
por demais constrangedor,
pois bastante enviesado
sobre o ónus do rigor,
ora tão desabusado.
Pero Passos passarinha
como um galo empertigado,
um tudo-nada, nadinha
convincente sobre o estado
que posterga da vidinha,
das andanças do passado.
Pero adeus, ai Deus e u é,
vade-retro, vá cantar
para longe do meu pé,
fique a léguas do lugar
por onde fez finca-pé
de sem dó pisotear.
© Domingos da Mota
Esplêndido :)
ResponderEliminarDo mais fino recorte!
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