29.1.12

AMAZÓNIA

IX

Corpos.
Rijos, secos
como troncos velhos.
Cepos.

Charcos de cachaça
e de suor.
Marés de força baça,
roída
e carcomida
de sóis e de torpor.

Mirrando.
Como os frutos
murchando,
como águas a estagnar.
Atlânticos mortos
de mundos a secar.

O sol e a selva
sem destroços.

- A vida é fome
à flor dos ossos.

Carlos de Oliveira

TURISMO, in NOVO CANCIONEIRO, Prefácio, Organização e Notas de Alexandre Pinheiro Torres, Editorial Caminho, Lisboa, Dezembro de 1989

21.1.12

LIVRARIA ACADÉMICA

Todas as quartas-feiras entras
na Livraria Académica  passas

os olhos pelas lombadas
dos livros alinhados sobre

o balcão  folheias um ou
outro devagar... O que procuras

entre tanta prosa amare-
lecida? Uma palavra que

justifique a tua vida.

Jorge Sousa Braga

PORTO DE ABRIGO, Assírio & Alvim, Lisboa, Novembro de 2005

17.1.12

LENDO HORÁCIO

Nem o próprio dilúvio
Foi eterno.
Um dia as negras
Águas partiram. Mas como,
É verdade, houve poucos
Sobreviventes.

Bertolt Brecht

Poemas, Tradução (Com colaboração de Sylvie Daswarte) Selecção, Estudos e Notas de Arnaldo Saraiva, Editorial Presença, Lda., Lisboa

10.1.12

"A rede do poder corporativo mundial"

Leia-se [aqui] o esclarecedor artigo do economista brasileiro Ladislau Dowbor.

7.1.12

4.1.12

Gerald Celente: Acabemos com esta farsa de democracia



Como estamos no olho furacão, vale a pena escutar outras opiniões sobre a maldita crise.