Muito, muito pesar!
Morcegos & olhimancos
«Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.» Livro dos Conselhos, El-Rei D. Duarte
16.5.26
14.5.26
Pequeno tratado de comércio
Trocam o santo-e-senha,
cortesias e louvores -
sobretudo o que mantenha
o comércio de favores.
cortesias e louvores -
sobretudo o que mantenha
o comércio de favores.
Domingos da Mota
29.4.26
[Quem apadrinha e faz coro]
Quem apadrinha e faz coro
com as toadas de ódio,
protelando, sem decoro,
que se desate o nó górdio?
com as toadas de ódio,
protelando, sem decoro,
que se desate o nó górdio?
Domingos da Mota
22.4.26
Epigrama
Se só de os veres
chegando satura
imagina teres
de aguentar
de novo a tortura
da falta de ar
chegando satura
imagina teres
de aguentar
de novo a tortura
da falta de ar
Domingos da Mota
21.4.26
PQP
(...) Não te sentes feliz
se o povo reza livremente o terço no país
e são muito cristãos os nossos governantes?
Ruy Belo
Desde o berço,
Vai à missa,
Reza o terço,
Não pragueja
(Como manda
A madre igreja).
Só diz, chiça!
Irra! Apre!
Mesmo que
A pqp
Entre
Dentes
Lhe escape.
© Domingos da Mota
31.3.26
14.3.26
LITANIA
É grande o deus da guerra, e é seu reino
Um campo como milhares a apodrecer.
Stephen Crane
E a guerra,
a besta imunda desenfreada,
feroz, mais atroz que mil invernos
queima e devasta e devora
os próprios filhos que afunda
no mais fundo dos infernos
© Domingos da Mota
Bolsa de Valores e Outros Poemas, Temas Originais, Lda., Coimbra, 2010
Um campo como milhares a apodrecer.
Stephen Crane
E a guerra,
a besta imunda desenfreada,
feroz, mais atroz que mil invernos
queima e devasta e devora
os próprios filhos que afunda
no mais fundo dos infernos
© Domingos da Mota
Bolsa de Valores e Outros Poemas, Temas Originais, Lda., Coimbra, 2010
12.3.26
2.3.26
Retórica de guerra
Propaganda
Contrapropaganda
Verdades
Meias-verdades
Mentiras
Pós-verdades
Contrapropaganda
Verdades
Meias-verdades
Mentiras
Pós-verdades
Domingos da Mota
5.2.26
Os olhos
Os olhos cansados
de fiar debruam de luar,
de breu, de bruma
as cordas negras
do tear espesso do tempo
que se esfuma.
de fiar debruam de luar,
de breu, de bruma
as cordas negras
do tear espesso do tempo
que se esfuma.
Domingos da Mota
Pequeno tratado das sombras e outros poemas
16.1.26
o idiota
o idiota maiúsculo
o idiota minúsculo
o idiota minúsculo
o idiota evidente
o idiota somente
o idiota febril
o idiota febril
o idiota frívolo
o idiota hostil
o idiota passivo
o idiota frenético
o idiota benquisto
o idiota maléfico
o idiota maléfico
o idiota sinistro
o idiota irascível
o idiota verdugo
o idiota sensível
o idiota & tudo
© Domingos da Mota
o idiota verdugo
o idiota sensível
o idiota & tudo
© Domingos da Mota
15.1.26
Do tardo-fascismo
Com aura de redentor,
de salvador da nação,
um serôdio seguidor
do de Santa Comba Dão
anda à solta no país
(não é Dom Sebastião)
e arrancará p'la raiz
a liberdade, se não
se enfrentar sem mas, a sério,
o torvo neofascista,
lambe-botas do império
com ar de salazarista.
de salvador da nação,
um serôdio seguidor
do de Santa Comba Dão
anda à solta no país
(não é Dom Sebastião)
e arrancará p'la raiz
a liberdade, se não
se enfrentar sem mas, a sério,
o torvo neofascista,
lambe-botas do império
com ar de salazarista.
Domingos da Mota
[revisto]
12.1.26
Epigrama cautelar
Cautela com os velhacos:
fracos com os fortes;
fortes com os fracos.
© Domingos da Mota
fracos com os fortes;
fortes com os fracos.
© Domingos da Mota
4.1.26
18.10.25
17.10.25
18.9.25
31.8.25
29.8.25
24.8.25
13.8.25
10.8.25
BILHETE-POSTAL NEGRO
I
Calendário repleto de compromissos, futuro incerto.
O rádio trauteia uma canção popular sem nacionalidade.
Cai neve no mar totalmente gelado. Vultos
acotovelam-se no cais.
II
Acontece, a meio da vida, a morte bater-nos à porta
e tomar-nos as medidas. Essa visita é esquecida,
e a vida continua. O fato, porém, esse
é cosido em silêncio.
Tomas Tranströmer
50 Poemas, Tradução de Alexandre Pastor, Relógio D'Água Editores, Lisboa, julho de 2012
Calendário repleto de compromissos, futuro incerto.
O rádio trauteia uma canção popular sem nacionalidade.
Cai neve no mar totalmente gelado. Vultos
acotovelam-se no cais.
II
Acontece, a meio da vida, a morte bater-nos à porta
e tomar-nos as medidas. Essa visita é esquecida,
e a vida continua. O fato, porém, esse
é cosido em silêncio.
Tomas Tranströmer
50 Poemas, Tradução de Alexandre Pastor, Relógio D'Água Editores, Lisboa, julho de 2012
3.7.25
Ponto final, parágrafo
A morte não bate à porta,
acomete, não avisa
e, sem mesuras, fatal,
dita o ponto final.
O parágrafo seguinte
serão outros a escrevê-lo
com mais ou menos desvelo,
com mais ou menos requinte.
© Domingos da Mota
acomete, não avisa
e, sem mesuras, fatal,
dita o ponto final.
O parágrafo seguinte
serão outros a escrevê-lo
com mais ou menos desvelo,
com mais ou menos requinte.
© Domingos da Mota
19.1.25
sonhei
sonhei
que um fogo vindo do céu
devastava a América.
o homem sonha.
se deus quiser
a obra nasce.
Alberto Pimenta
QUE LAREIRAS NA FLORESTA [de as moscas de pégaso], 7 nós, Porto, Janeiro de 2010
que um fogo vindo do céu
devastava a América.
o homem sonha.
se deus quiser
a obra nasce.
Alberto Pimenta
QUE LAREIRAS NA FLORESTA [de as moscas de pégaso], 7 nós, Porto, Janeiro de 2010
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