18/03/2010

E OPOSTOS

O amor e o ódio
ali jazem ambos:
o tempo domando,
o espaço sem bordas.

Sempre revigoram
se findos julgamos
sua seiva morta
seu alor mirrando.

Presentes   de sempre
no desenrolar
do vão dia a dia,

somente eles vencem
qualquer acalmia
e opostos perduram
descontinuados
em estuante luta.

António Salvado

ESSA ESTÓRIA, Portugália Editora, Junho de 2008

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