14/04/2013

Sebo

De vez em quando os livros,
reduto agrário da memória
e da linguagem do fogo,
têm sorte, alguém aparece,
solitário bandeirante,
para salvá-los da morte,
da cega ruína
de suas girândolas e orelhas
na lixeira pública.

Paulo da Costa Domingos

[Poemas Abrasileirados, Lisboa &etc], in RESUMO a poesia em 2012, edição Documenta, Lisboa, Março 2013

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