07/03/2012

TERRITÓRIO

Um céu de sombras
vermelho por dentro
clareira solta
sobre o mar
O sonho como um galo branco
iluminando a noite
para que os ossos da névoa
ganhem contornos de pele
Um pássaro vibrando
na solidão de cada ferida
O granítico ódio
destas ruas sem rostos
deste pranto sem corpo
de país castigado

José Manuel de Vasconcelos

A MÃO NA ÁGUA QUE CORRE, Assírio & Alvim, Lisboa, Março 2011

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